A equipe do Centro de Saúde Nossa Senhora do Amparo vai realizar um mutirão especial de combate à leishmaniose, à dengue e à hanseníase na manhã do sábado (15). Os profissionais da unidade vão participar de um arrastão que consiste em visitas de casa em casa para levar orientações sobre os riscos dessas doenças e as formas de prevenção e fazer a busca de casos suspeitos. Outra equipe de médicos e enfermeiros permanece no Centro de Saúde para atender imediatamente as pessoas que forem identificadas com sintomas característicos das enfermidades que podem ser evitadas e também tratadas.

Tony José de Souza – enfermeiro coordenador do Centro de Saúde – calcula que durante o mutirão devem ser visitadas cerca de 900 famílias de seis micro regiões que margeiam o Ribeirão Arareau e no período chuvoso apresentam muitos focos de mosquitos transmissores em água parada e acúmulo de lixo. Ele conta que existem casos das três doenças nessas áreas de cobertura daquela unidade. A ação que visa identificar novos casos de dengue, hanseníase e leishmaniose reúne a equipe coordenada pelo enfermeiro, Agentes de Combate a Endemias, Agentes Comunitários de Saúde e técnicos da Vigilância Epidemiológica e Ações Programáticas.

Lourenço Ribeiro da Cruz Neto – enfermeiro responsável pelo Programa de Combate à Hanseníase no Município – explica que os preparativos do mutirão têm início na tarde de quinta-feira (13), com a capacitação em serviço dos Agentes Comunitários de Saúde, técnicos e auxiliares de enfermagem. O treinamento vai prepará-los para fazer a busca ativa de casos novos de hanseníase. O que deve contribuir com o projeto do prefeito Percival Muniz e da secretária de Saúde, Marildes Ferreira, de descentralizar as ações de combate à doença. Na sexta-feira (14) pela manhã, Lourenço coordena uma série de visitas domiciliares e à tarde acontece a capacitação de médicos e enfermeiros.

Lourenço Neto observa que o resultado imediato deste trabalho deve ser o aumento do número de casos, já que se faz a busca de pessoas com a doença que precisam ser identificadas e receber o tratamento adequado. Ele compara que a busca ativa feita em 2013 ampliou o número de casos de 132 para 159. A expectativa é que esse índice cresça ainda mais em 2014. Mas, Lourenço prevê que num prazo de dois a três anos o número de casos de hanseníase vai diminuir em Rondonópolis.

Tony de Souza antecipa que realiza outro mutirão de combate à leishmaniose, dengue e hanseníase, no dia 22 de fevereiro, no Residencial Lúcia Maggi. Ele conta que naquela comunidade existe um índice alto de casos dessas doenças e o objetivo da operação é identificar casos novos e desenvolver tratamento que é capaz de curar as pessoas infectadas. O enfermeiro diz que existem três pacientes do bairro com leishmaniose e cinco com hanseníase, em tratamento naquela unidade.